28.4.13

Dica #2 da mamã - Tratamento caseiro para acabar com as assaduras nos rabinhos

O melhor remédio caseiro para acabar com as assaduras nos rabinhos dos nossos bebés é mesmo a Maizena.




Depois do banho ou da muda da fralda, lavem e sequem bem o rabinho do bebé. Depois coloquem a maizena como se fosse pó-de-talco ou façam uma pasta, misturando a maizena com um pouco de água e passem em toda a região com assaduras.


Garanto-vos que funciona! 


NOTA: Se passados 3 dias o bebé não estiver melhor, é porque não é assadura e o melhor é levarem o bebé ao pediatra
Até já,

26.4.13

Dica #1 da mamã - Toalhitas na rotina diária do bebé NÃO!

Sempre que possível limpem os vossos bebés com compressas não esterilizadas (normalmente utilizo as 10x10, à venda em qualquer farmácia) e água quentinha! 






Prefiram este método às tradicionais toalhitas (com componentes irritantes para a pele), evitando assim assaduras e mau-estar nos vossos pequenotes.


Utilizem as tradicionais toalhitas apenas nas saídas, viagens, isto é, em caso excepcional.


Até já,

25.4.13

Sessão Recém Nascido do M.

Ainda tinha o nosso pequeno pouco mais de 15 dias, quando fizemos a sessão de recém nascido dele com a  Rute Raposo. Nada melhor do que captar os encantos dos nossos bebés nos seus primeiros dias de vida.


A Rute é uma mulher apaixonada pela fotografia e pelo encanto dos bebés. Segundo ela, o seu trabalho consiste na busca constante por momentos únicos e laços de amor eterno.Arte e fotografia são parte de quem ela é.


A cada dia, procura oferecer o seu melhor e aproveitar o presente, observando cada detalhe com um olhar diferente. 


Cada dia é especial e cada bebé, único.


Não poderia estar mais satisfeita com a nossa escolha e voltarei a escolher a Rute quando tiver outro filho (daqui a muitos anos). 


 A Rute desloca-se a casa dos seus clientes para fazer as sessões recém-nascido (para mim muito mais cómodo) e cada sessão dura cerca de 3 horas e os bebés estão bastante confortáveis.

O M. portou-se como um príncipe e foi muito amoroso durante toda a sessão.



Obviamente que tinha de partilhar convosco estas lindas imagens que ficam para sempre.
O fantástico resultado final está abaixo. Obrigada Rute!














Para mais informações sobre o trabalho da Rute visitem:


Facebook Rute Raposo Fotografia

Site Rute Raposo Fotografia

Até já,

24.4.13

Plano Nacional de Vacinação e Vacinas não comparticipadas

Hoje foi dia de vacinas! Coitadinho do meu pequeno... saiu do Centro de Saúde a parecer um ralador!

Levantámo-nos cedo, fomos à farmácia comprar as vacinas e dirigimo-nos ao Centro de Saúde 7 Colinas.


 Programa Nacional de Vacinação para os 2 meses:

  • VHB – 2.ª dose (Hepatite B)
  • Hib – 1.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
  • DTPa – 1.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa) 
  • VIP – 1.ª dose (Poliomielite)
Levou, ainda, as vacinas que comprei na farmácia, ou seja, as 1as doses de duas vacinas extras aconselhadas pela pediatra (o meu pequenote vai para a creche bem cedinho, porque tenho de ir trabalhar e o blog não nos alimenta): Anti- Rotavirus e Anti-Pneumocócica.


INFELIZMENTE, não são vacinas que constem no Programa Nacional de Vacinação (que vergonha Portugal) e custam uma verdadeira pipa de massa.
Mas que vacinas são estas e para que servem?




Rotavírus - Rota Tec 1º dose » valor/dose €53,04


Esta vacina protege contra o rotavírus, grupo de vírus principal responsável pela diarreia aguda e casos de gastroenterite grave nas crianças.


A primeira dose só deve ser administrada depois de a criança ter seis semanas de vida e a última sempre antes de a criança completar os seis meses de idade. 


Vantagens e desvantagens 


Todas as crianças até aos cinco anos têm pelo menos um episódio de diarreia provocada por este vírus. 

Casos em que a criança não deve tomar a vacina


- Se  estiver doente com febre (com temperatura rectal superior a 38,5ºC ou temperatura axial superior a 38ºC)- Se teve uma reacção alérgica muito grave a uma dose anterior ou a uma substância que se sabe estar presente na vacina- Se é uma criança imunodeprimida


Reacções secundárias


Pode ocasionar uma gastroenterite muito ligeira, com febre baixa, vómitos ou diarreia que são sintomas transitórios e desaparecem espontaneamente.


Pneumocócica - Prevenar 1º dose » valor/dose €63,01 -  NOTA: A Assembleia da República recomendou ao Governo a inclusão da vacina pneumocócica no Programa Nacional de Vacinação, mas devido aos amados cortes, preferem que exista uma injustiça social.


Protege contra a bactéria pneumococo, responsável por pneumonias, otites e infecções de garganta. Em casos raros, pode ser causa de meningite, principalmente nas crianças com menos de um ano. 


As meningites provocadas pelo pneumococo são geralmente graves, deixando sequelas como atraso mental ou surdez. É administrada em quatro doses.


Geralmente é aplicada aos dois, quatro, seis e 15 meses, em simultâneo com as vacinas obrigatórias do Programa Nacional de Vacinação. Pode também ser dada aos três, cinco e sete e 15 meses de idade.
 


Vantagens e desvantagens


Esta vacina não está integrada no Programa Nacional de Vacinação e não é comparticipada. É recomendada pela Sociedade Portuguesa de Pediatria a todas as crianças.
 


Casos em que não deve tomar a vacina 


- Se  estiver doente com febre (com temperatura rectal superior a 38,5ºC ou temperatura axial superior a 38ºC)- Se teve uma reacção alérgica muito grave a uma dose anterior ou a uma substância que se sabe estar presente na vacina

Reacções secundárias


Geralmente não causa reacções secundárias. Pode ocorrer febre baixa acompanhada de inchaço, rubor e dor no local de injecção que desaparecem um ou dois dias depois.


Agora é esperar para ver se temos reacções às vacinas e voltar às vacinas aos 4 meses.


Até já,

21.4.13

Entrevista ao Dr. Mário Cordeiro

Gostei da entrevista que a Isabel Stilwell, fez ao Mário Cordeiro (nota: um dos mais prestigiados pediatras nacionais, é professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da British Association for Community Child Health. É membro e consultor de diversas organizações de pais e familiares de crianças com doença crónica. Dirigiu o Observatório Nacional de Saúde e fundou a Associação para a Promoção da Segurança Infantil e a Associação pela Saúde dos Adolescentes, intervindo regularmente em prol dos direitos das crianças, enquanto pessoas e cidadãos. Associando à sua vasta formação pediátrica, conhecimentos nas áreas da Psicologia e da Sociologia e Antropologia.) e quero partilhar convosco e saber a vossa opinião sobre a parentalidade hoje em dia.








------ texto abaixo retirado daqui -----



Os pais de hoje são melhores, iguais ou piores pais do que os seus pais?
São diferentes. São diferentes como pessoas, dado o percurso de vida diferente que tiveram em relação aos pais e avós, sobretudo num país que teve uma transição social muito rápida; são diferentes as famílias, na sua composição e estrutura; é diferente a sociedade, seja na tecnologia, seja nos estilos de vida, transportes, horários, trabalhos e regras e premissas sociais. A vida da mulher e do homem alterou-se muito, bem como os aspectos relacionais dessa vida. Uma coisa é certa: são os melhores pais que os filhos podem ter, e isso é que interessa. Não se podem comparar coisas que são incomparáveis, passe o pleonasmo.
Como reage àquela ideia, que tanta gente repete, de que em criança é que se é feliz...
As crianças são felizes, embora a infância não seja um universo cor-de-rosa, mas sim um quadro que começa em tons bem negros e ao qual poderemos adicionar cores, entre as quais a cor-de-rosa, bem como alguns (muitos) arco-íris. Mas para ter arco-íris é necessário ter sol mas também chuva. Há crianças mais felizes e outras menos felizes, e ainda há, felizmente, uma minoria muito infeliz, mas porventura menos do que anteriormente, embora careçamos de dados epidemiológicos para sustentar uma afirmação destas, que pertence mais ao domínio das convicções.
Os pais, sobretudo as mães, falam muito da 'culpa' que os persegue?
Muito, mas é preciso desfazer esse mito da super-mulher, e a culpabilização das mães por trabalharem. As mães sempre trabalharam, e não apenas em casa ou no meio rural: há 100 anos, mais de um terço das mulheres trabalhava em fábricas, vendas, etc. Chega de culpa, essa odiosa herança da nossa moral judaico-cristã. É preciso responsabilização, mas não culpabilização, porque esta, além de injusta, vitimiza e paralisa.
O maior drama dos pais de hoje é a falta de tempo?
Não digo que os dias tenham 48 horas ou que uma vida pessoal plena não contemple muitos universos que não apenas o prestar cuidados aos filhos, mas sendo o tempo um bem finito e escasso, há que o valorizar como precioso e usá-lo bem. E fazer ver aos nossos filhos que quando nos vêem, depois de um dia inteiro de ausência, estão 'famintos' de pais, que eles são a nossa prioridade. O que não quer dizer que sejam o nosso único destino ou que tenham espaço para libertar a sua omnipotência narcísica e egoísta. Mas a nossa prioridade, são.
É possível 'tempo de qualidade' sem tempo de facto?
Claro que há que ter um mínimo de tempo e aí entra outra coisa: opções. Cada um deve estudar, com critério, quais as prioridades e não pensar que são deuses e que podem fazer tudo. Não podem. Ter filhos levará a que muitas outras coisas terão de ser postas um pouco à margem, designadamente a cegueira pelas «car-reiras» e pelo trabalho. E, note, não tem nada a ver com o trabalho enquanto necessidade de vida, mas com o culto desse trabalho como Ente supremo nas nossas vidas.
De que forma é que o Estado, nós todos, podíamos ajudar os pais a ter uma vida mais fácil?
A maneira como uma sociedade trata as crianças (e os seus cuidadores) diz bem do grau de civilização dessa sociedade. E por muita UE que sejamos e modelo nórdico que ambicionemos (nos discursos), estamos a milhas desses horizontes e não se vê vontade política, nem sequer para debater o assunto. E não é com cheques-bebés e outras coisas no género, ou a beijar criancinhas em campanha eleitoral. É com medidas que apoiem a maternidade e a paternidade (como algumas das tomadas quando do nascimento) e com a intolerância perante abusos cometidos pelos empregadores. Por outro lado, o Estado não se deve substituir às pessoas e os pais, que têm de ter coragem para aproveitar a Lei sem reservas. Infelizmente, muitos pais não querem ter a 'maçada' de estar com os filhos.
Tenho ouvido pediatras e psicó-logos dizer que a tolerância dos pais à dor e à frustração dos filhos é excessivamente baixa. Sente que é assim?
Quando os pais não são capazes de ser pais, só causam insegurança. A vida faz-se de coisas boas e outras menos boas, que valorizam as boas.
O que acontece quando não somos capazes de os frustrar?
A baixa tolerância à frustração é um passo para criar pessoas narcísicas, birrentas, omnipotentes, numa palavra, detestáveis e que são um autêntico cancro social e relacional. Não se pode ter 'tudo já', nem sequer 'tudo'. É bom que os pais ensinem a frustração e como ter planos B que a menorizem, caso contrário teremos crises sucessivas de ganância de humanos que se acham deuses e podem ter tudo o que querem, só por terem um cartãozinho de crédito.
Imagine-se num parque infantil. Uma frase: 'Não consigo fazer nada dele', enquanto o menino arranca o balde da mão de outra criança, ou dá pontapés na própria mãe...
O menino arranca o balde, devolve o balde e pede desculpa. O menino dá um pontapé na mãe e vai de castigo. Tão simples como isso. Tudo o resto é fantasia de pessoas mal resolvidas e com medo da censura social. Quando uma criança faz uma birra em público, quem fica mal vista é ela, ou os pais que nada fizerem. Os pais que actuam como deve ser só ficam bem no retrato.
Ainda outro comentário: «O meu filho foi fazer testes para ver se 'entra' no jardim-de-infância» (desta ou daquela escola, normalmente bem cotada). Como sente uma criança este exame de admissão, sobretudo se não entrar? Começa a vida já como um falhado?
Testes para o jardim-de-infância? Mas estará tudo doido? Nem comento, mas gente parva sempre houve, não é necessariamente de agora, e esses testes têm a ver, muitas vezes, com começarem-se a formar «cavalos de corrida» para ocuparem no futuro lugares de relevo. Muitas escolas particulares são 'braços armados' de estratégias de grupos económicos, religiosos e outros. Bem-haja a escola pública!
A outra frase que vai ouvir de certeza é «o meu filho é alérgico». Há mais alergias de facto, são mais diagnosticados, ou é quase um rótulo que justifica os medos dos pais perante o desconhecido?
Há mais alergias e reacções similares, decorrentes da degradação ambiental que não vemos, mas que existe… e que o nosso corpo sente. Não tem a ver com a alimentação, exclusivamente, até porque nunca circularam produtos de tão boa qualidade no espaço europeu, mas sim com a poluição, os escapes automóveis, a retenção dos pólenes nas cidades por acção da poluição e do calor urbano, etc. O ambiente mudou, mas o nosso organismo é o mesmo de há milhares de anos e não se adapta geneticamente de um dia para o outro.
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Ingredientes para uma criança feliz
1 - Amor - Dar e receber, mas de forma explícita, não apenas intencional ou conceptual. Conselho: habituem--se a pedir aos vossos filhos para dizerem duas coisas que correram bem nesse dia e duas que correram menos bem. Falem sobre elas.
2 - Educação - Regras, firmeza afectiva, limites, instrução, cultura. Conselho: Não pensem que os meninos mal-educados que vêem foram atingidos por um qualquer raio cósmico. São o resultado de anos e anos de 'má-educação'.
3 - Lazer, desporto, actividades artísticas, espaços amplos de liberdade. Não esquecer que os pais são os modelos principais para as crianças. Se fica no sofá, não se admire...
4 - Debate de ideias, ética, noções filosóficas desde muito cedo, capacidade de argumentação, coerência e consistência na defesa daquilo em que se acredita.
5 - Ler, ouvir música, escrever, fantasiar, criar, amar. Diferente de estar sempre a impor actividades...
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Bibliografia do Dr. Mário Cordeiro AQUI

Até já,

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