P A G E S

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6.9.14

Custos de um Parto no Público e no Privado

Os preços definidos nas tabelas do SNS são inferiores aos cobrados por hospitais privados, à excepção das diárias de internamento e das urgências que são mais caras no sector público. 


Há áreas em que a diferença de preços é substancial. 




Um exemplo: no sector privado, os partos vaginais e as cesarianas custam cerca de nove vezes mais do que no público, conclui a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) num parecer que se baseia na análise de quatro hospitais de média e grande dimensão privados e na tabela de preços do SNS.


Num parto vaginal sem complicações, no SNS tem um custo de 289euros, enquanto a média no privado é 2.985 euros.


No caso das cesarianas, no público custam 467 euros e nos privados cerca de 4643 euros.
Não esquecer que as grávidas tem isenção de taxas moderadoras, logo, no SNS os partos e internamento de mãe e criança são gratuitos. 


in Agência Lusa

1.3.13

O nosso parto!

Ainda não tinha falado convosco sobre este assunto e quero partilhar convosco como me correu o meu trabalho de parto:


- Rápido e Simples.


Depois de estar preparada para ser um cabo dos trabalhos (antes assim que não apanhei surpresas desagradáveis), acho que não poderia ter sido melhor!


5h00 - Desperto com algum desconforto e dores na zona abdominal


5h15 - Volta a acontecer e fico alerta "OMG CONTRAÇÕES"!!! olho para as horas e decido que ainda é muito cedo para alarido e volto-me para o outro lado!


5h30 - Outra contração... olho para as horas e passaram apenas 15 minutos da contração anterior... meu querido filho que vais estar nos braços da mãe em breve! Começo a verbalizar com "ais e uis" as minhas pequenas contrações para ir acordando o A.


6h00 - 'Estás bem amor?' - 'Estão a começar as contrações a sério, mas vamos descansar mais um bocadinho.


7h00 - Levantamo-nos, vamos ao banho, pequeno-almoço e preparar as coisas para irmos para o Hospital São Francisco Xavier.


9h15 - Entrada no Hospital, contrações mais frequentes (10 em 10 minutos).


9h30-10h45 - CTG's... 'Oh Mariana... tem assim tantas dores? Aqui não aparece nada de especial', ao que respondo... ou sou contrações ou tenho a barriga em obras e ninguém se lembrou de me pedir um alvará para isso... :)


10h45- 11h - Conversa com o Dr. Fernando 'está preparadíssima que isto está a começar a aquecer pelo que vejo neste CTG... vamos interná-la, ok?'


11h-11h45 - Avisar a família, pedir ao A. a 1ª roupinha do M. e pedir para ele entrar na sala de partos. Último xixi, último cócó, vestir as roupas do Hospital, ir par a sala de partos... Sala 1... somos mesmo especiais, filho :)


11h45-13h30 - "Alguém me ajude que estou a morrer", "Preciso de drogas!!", "AJUDEM-MEEEE!" foram algumas das coisas que gritei na sala de partos onde o A. olhava para mim com cara de pena e dizia entredentes que podia ter cortado as unhas, para não ser ferrado daquela maneira, e ia-me informando de quando viriam as contrações, sempre a olhar para aquele maldito monitor de CTG.


13h35 - Estou com 2 dedos de dilatação... rebentam-me as águas!

'SRA ENFERMEIRAAAAAAAAAAAAAAAAA?!?!?!?'

13h38 - como estou com muitas dores, pedem-me uma anestesia epidural e, poucos minutos depois entra a Dra Sara, Médica Anestesista e uma enfermeira para eu receber epidural. Recebi a epidural deitada, em posição fetal e não me custou absolutamente nada... apenas segui cuidadosamente as instruções que me iam dando. Assim que termina, cerca de 20 minutos depois, pergunta-me "Mariana, sente as pernas iguais a antes da anestesia?" ao que respondo... "Iguaizinhas... cheias de celulite". Risota geral na sala...! "Agora descanse que dura cerca de 1h30 a passar o efeito da anestesia"


14h00 - 14h45 - Na boa, a sentir as contrações, a ter dores, mas nada comparado com o que estava a ter anteriormente...! Começo a fazer as forças quando as contrações chegam! o A. ampara-me as costas sempre que necessário.


Como podem ver,  feliz, mas sempre com a campainha ao lado, não fosse eu precisar


14h46 - Voltam as dores... ninguém acredita em mim., só tinham passado 45 minutos... dão a entender que sou exagerada...vão a ver e... 9 DEDOS DE DILATAÇÃO... em 45 minutos...! OMG!!! "Já vemos o cabelinho dele". E eu pergunto pela epidural... 'secalhar já nao dá tempo' - diz a enfermeira! E eu imploro... ela vai a correr para procurar a anestesista que depressa me dá outra dosesinha da droga. 


14h55 - ... entra o Dr. Fernando Cirurgião olha para mim com um grande sorriso e diz "Vá Mariana... é agora!" Começo a fazer força sempre que vem a contração... começa a acontecer tudo muito rápido... já vejo o M.


15h03 - Temos cabeça e tronco do Manel cá fora quando o Dr. Fernando diz... "Mariana... debruce-se mais e ajude-me a tirar o M. até ao fim..." Começo a comover-me... o A. ajuda-me a inclinar para agarrar no nosso filho e ajudá-lo a nascer.


15h04 - Nasce o M.. :) pego nele (com ajuda) diretamente para o meu peito e comovida apresento-me e olho para o A. e ele de lágrimas pegadas...

O A. corta o cordão umbilical... que experiência e que momento...

Depois pronto... já sabem... nasceu um filho, uma mãe e um pai! Um amor que se construiu ao longo de 9 meses... e ficará agora para o resto das nossas vidas!


Nós os 2... minutos depois do momento mais bonito da minha vida

Quero agradecer ao Dr. Fernando Cirurgião, enfermeiros e auxiliares de obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, por terem sido incansáveis, respeitadores, amigos e tudo e tudo e tudo!

Até já,


PS: Há fotos e um vídeo pós-parto que só vou revelar em 2038... no mínimo...! :P

10.1.13

Público vs. Privado

Confesso que a minha ideia dondoca foi que, quando estivesse grávida iria "parir" a um hospital privado. As razões para este achamento: maior privacidade, maior assistência por parte das equipas envolvidas, etc etc. 


Depois engravidei... e como sou uma curiosa nata em relação aos temas que me interessam, rapidamente mudei de ideias. 


Apesar de estarmos a ser acompanhados no privado pelo Dr. Fernando Cirurgião - ginecologista obstetra (o nosso melhor amigo nos últimos meses), queremos que o nosso pequeno M. nasça no Hospital S. Francisco Xavier


Dr. Fernando Cirurgião

O Dr. Fernando é Director do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia na Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. Provavelmente (e com grande desejo nosso) será ele a fazer o parto.

Agora tenho de dedicar todo um parágrafo a este ser humano espetacular. É, provavelmente, uma das melhores pessoas que conheci até hoje. Com ele não temos medo de fazer perguntas nem de ouvir as respostas. Tem uma voz doce que nos acalma e é sempre respeitador. Livra-nos de todos os medos, dá-nos coragem e ainda explica tudo em pormenor, tanto nas ecografias, como quando mostramos o resultado de análises e outros exames. A minha ideia era arranjar um quartinho lá em casa para ele!



Agora... quais as vantagens de utilizarmos o serviço público, pelo menos na altura do parto?

Bem... muitas:


  • Tem mais meios humanos e técnicos.
  • Melhor qualidade médico-assistência em casos de operações e partos de risco.
  • As prestações farmacêuticas são gratuitas para os pensionistas e para os seus beneficiários.
  • Se acontecer alguma coisa ao bebé ou à sua mamã, nunca ficam separados!
  • Não há um limite de idade para se receber assistência.

Segurança Social na gravidez


Como já tinha escrito neste post, a saúde pública cobre todos os gastos de atenção precoce da gravidez, o seguimento da mesma, a preparação para o parto e a visita durante o primeiro mês de pós-parto. O problema é que tem de dar à luz no hospital correspondente à zona de residência e o quarto será compartilhado ou não, dependendo do número de pacientes que estão internadas nessa altura. Para além disso, os possíveis acompanhantes não dispõem de uma cama para passar a noite e os horários das visitas são mais restritivos.


Seguros privados para as consultas e/ou partos (in TodoPapás)


Antes de qualquer coisa, devemo-nos informar bem das condições de cada companhia, dos gastos que cobrem, dos períodos de carência, dos centros e dos especialistas que dispõem, etc:

  1. Se garante um quadro médico de qualidade creditada.
  2. Se inclui centros de assistência e hospitais de primeira linha.
  3. Como actua a companhia em caso de utilização frequente dos serviços.
  4. Comprovar os serviços da empresa.
  5. Se inclui serviços dentais.
  6. Formas de pagamento.
  7. Assistência em viagem.
  8. Se a companhia dispõe de serviços complementários relacionados com a saúde (acesso a ginásios, revistas, páginas de conselhos, etc.).

Para além disto, devem decidir que modalidade de apólice quer contratar, já que existem diversos tipos de seguros.

Um dos grandes inconvenientes destes seguros são os períodos de carência, ou seja, um tempo de espera no qual a companhia não cobre uma série de serviços.


Quais as vossas experiências?


Até já,

6.1.13

Pré-Eclâmpsia

Infelizmente, algumas vezes temos de falar de alguns temas mais "chatos". Mas é a falar sobre eles que fazemos alguns alertas e prevenimos alguma coisa de poder correr mal. 


(Atenção que não sou médica e apenas partilho informação sobre os temas. Sempre que existirem erros ou algo a acrescentar, é de bom grado que recebo as vossas dicas)





A pré-eclâmpsia é uma doença gestacional em que, após a 20ª semana (fim do 2º ou 3º trimestre), a gestante desenvolve hipertensão e desenvolve proteína na urina.


Apesar de ainda não existir uma causa definida para a pré-eclâmpsia, as possíveis causas incluem:


  • Doenças autoimunes
  • Problemas nos vasos sanguíneos
  • Dieta
  • Genes

A pré-eclâmpsia ocorre em uma pequena porcentagem das gestações. Os factores de risco são:


  • Primeira gestação
  • Gestação múltipla (gémeos ou mais)
  • Obesidade
  • Idade superior a 35 anos
  • Histórico anterior de diabetes, hipertensão ou doença renal

Exames


O médico realizará um exame físico e solicitará testes laboratoriais. Possíveis sinais de pré-eclâmpsia:


  • Hipertensão, geralmente maior do que 140/90 mmHg
  • Proteína na urina (proteinúria)
O exame físico também pode indicar:


  • Inchaço nas mãos e no rosto
  • Ganho de peso
Também serão realizados exames de sangue e de urina. Os possíveis resultados anormais incluem:


  • Proteína na urina (proteinúria)
  • Nível de enzimas hepáticas mais alto do que o normal
  • Contagem de plaquetas inferior a 100.000 (trombocitopenia)
O médico também poderá solicitar outros testes para verificar a coagulação do sangue e monitorar a saúde do bebé. 


Os resultados desses testes ajudarão o médico a decidir se o parto do bebê precisa ser realizado imediatamente.


Tratamento de Pré-eclâmpsia

A única forma de curar a pré-eclâmpsia é realizar o parto do bebé.Se o bebé já estiver bem desenvolvido (geralmente com 37 semanas ou mais), o médico pode optar pelo parto para que a pré-eclâmpsia não piore. 


A mulher grávida pode receber diferentes tratamentos para ajudar a iniciar o trabalho de parto ou pode ser necessário realizar uma cesariana.


Se o pequenino não estiver totalmente desenvolvido e a pré-eclâmpsia não for grave, a doença geralmente pode ser controlada em casa até que o bebé tenha maior probabilidade de sobreviver após o parto. As possíveis recomendações médicas para isso são:


  • Repouso absoluto, deitada sobre o lado esquerdo o tempo todo ou a maior parte do tempo
  • Beber bastante água diariamente e reduzir o consumo de sal
  • Realizar consultas mais frequentes com o médico para garantir que você e o bebê estão bem
  • Tomar medicamentos para diminuir a pressão arterial (em alguns casos)

As mulheres que, no início da gestação, tinham pressão arterial muito baixa, mas apresentaram um aumento significativo, precisam ser monitoradas cuidadosamente para verificar a ocorrência de outros sinais de pré-eclâmpsia.


Até já,


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