12.4.13

Os genes são tramados!


Com quem é que o M. é parecido?





Os traços físicos, como a cor dos olhos ou o tipo de cabelo, são transmitidos de pais para filhos através dos genes. Na personalidade influem a educação e o meio envolvente.É impossível prever se o bebé que vem a caminho vai herdar a inteligência da mãe ou as covinhas do rosto do pai. E mesmo que os seus traços físicos e a sua personalidade provenham tanto de um como do outro. Mas quando o óvulo e o espermatozoide se encontram, entram em jogo nada menos do que 30.000 genes de cada um dos progenitores agrupados em 46 cromossomas e o número de combinações que podem verificar-se é infinito.


Unicamente por esta razão cada ser humano é genuinamente (ou melhor dizendo) único. Os gémeos monozigóticos (concebidos num único óvulo), com o seu património genético idêntico, constituem a única excepção à regra. Os dizigóticos (de dois óvulos), podem parecer-se tanto ou tão pouco como quaisquer irmãos entre si. É impossível conceber dois filhos iguais, porém, por vezes, entre dois membros da família há uma parecença tão grande que se diz que são como duas gotas de água.


A razão é que alguns traços físicos são mais fortes do que outros. Se um dos pais possui o gene dos olhos castanhos, com uma pigmentação muito forte, e o outro o gene dos olhos azuis puros, sem pigmentação, é mais que provável que o bebé herde os olhos castanhos, porque este traço é dominante. Ao contrário, se a diferença de cor não é muito marcada e radica em tonalidades, o prognóstico é muito mais complexo. Existem tantas probabilidades de que o bebé tenha os olhos azuis, como verdes ou pretos, e os genes dos avós também podem intervir. Alguns traços físicos saltam uma ou várias gerações para logo reaparecem.


Características que podem prevalecer


O cabelo encaracolado costuma prevalecer sobre o liso e o forte sobre o fino. O cabelo de cor negra impõe-se, com frequência, ao castanho e ao loiro e o loiro sobre o ruivo. Os rostos largos e ovalados tendem a prevalecer sobre as redondos e pequenos. Os pómulos muito pronunciados e covinhas da cara, também costumam prevalecer. Os lábios volumosos triunfam perante os finos e o nariz recto perde perante o curvo.


Relativamente ao cabelo, as leis genéticas tendem a ser traidoras: existe 50% de probabilidades de transmitir a calvície aos filhos homens e o excesso de penugem corporal impõe-se à ausência de pêlo, inclusive (que horror) entre as mulheres. Os genes que dão lugar a uma pigmentação de pele escura ou morena também prevalecem, indiscutivelmente, sobre os mais claros.


Ainda que conhecendo estas leis da genética, nem sempre é possível assegurar que o bebé em questão vá herdar os olhos negros do seu pai, porque existem muitas excepções. Cada detalhe do corpo, por insignificante que seja, tem o seu gene. A criança pode repetir o mesmo perfil e o tamanho do nariz do seu pai e possuir a ponta e as asas do nariz idênticas às da sua mãe. Ou a forma dos olhos e as pálpebras da mãe e a cor do pai.


A herança, a educação e o ambiente


Para além disso, há uma série de características físicas que não dependem exclusivamente dos genes: a estatura obedece, em grande medida, à altura dos pais, mas também pode ser determinada por uma doença que não se detectou. Sobre o peso influi não só a herança mas também a forma de comer.


Para o facto da criança ter um bom porte (uma boa postura), contribuíram tanto os genes como a postura que manteve no ventre da mãe durante o período fetal e, inclusive, a forma como os seus pais a deitavam no berço. Ao contrário, hoje em dia as teorias genéticas adquiriram um peso importante. Umas das suas defensoras, Judith Rich Harris (surpreendentemente, psicóloga), atreve-se a dizer que os pais apenas devem preocupar-se em viver com os filhos num bairro agradável, escolher bons colégios e verificar se as crianças se integram plenamente no meio e no grupo de amigos da sua idade. O resto, a seu ver, ficará a cargo da herança genética.


Os estudos efectuados a este respeito não ajudam muito a esclarecer as coisas. Investigadores que observaram o comportamento dos gémeos e crianças adoptadas, concluíram que os gémeos monozigóticos se parecem um com o outro ainda que tenham vivido em famílias diferentes.


As crianças adoptadas manifestam mais semelhanças com o carácter dos seus pais biológicos, que nunca viram, que com o dos seus pais adoptivos. Outros estudos, pelo contrário, confirmam a influência dos progenitores, dos companheiros e de certas experiências no desenvolvimento das crianças.


in http://www.fotosantesedepois.com

Até já,

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